Desde a última quarta-feira (11), o trabalhadores da empresa de Correios e Telégrafos deflagraram uma greve geral por tempo indeterminado, em todo o Brasil. A categoria reivindica o reajuste salarial, um novo acordo coletivo e a não privatização da estatal.

“Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Entre pontos que a categoria reivindica, estão a exclusão do vale cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde. A exclusão dos pais de planos de saúde também é um ponto sensível na negociação”, explicou o SINTECT.
Diante disso, os Correios emitiram uma nota a toda a imprensa informando que a greve nada mais era do que uma paralisação parcial dos empregados e que, portanto, não afetaria os serviços de atendimento da estatal em Sergipe. Entretanto, serviços como o Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje estão com postagens temporariamente suspensas.
Além disso, a empresa ingressou com ação de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O objetivo é que a justiça acompanhe as negociações, elabora um parecer e ponha fim a paralisação. Uma vez que a empresa pretende diminuir os impactos financeiros causados pela greve.
Empresas privadas entram em ação
Com o início da greve geral dos trabalhadores dos Correios, algumas empresas privadas especializadas em transporte de encomendas anunciaram estar trabalhando em regime de plantão para atender aos clientes o mais rápido possível. Uma dessas empresas foi a G Trans Log, que encaminhou o anúncio para diversas empresas varejistas, sindicatos, e empresários.




