A Universidade Federal de Sergipe (UFS) divulgou os resultados da segunda fase de monitoramento dos casos de covid-19 no estado, no âmbito do Projeto EpiSergipe. No total, foram realizados 5.405 testes rápidos e sorológicos em 15 municípios sergipanos, distribuídos pelas zonas rural e urbana, entre os dias 11 de agosto de 17 de novembro.
Desse total, 745 pessoas apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus por meio do teste rápido — indicando uma taxa de prevalência de 13,8%, um aumento de 29%, se comparado a julho, quando a taxa era de 9,3% —. A maioria das pessoas que testaram positivo são do gênero feminino (68,3%), e com idade entre 20 e 59 anos (71,1%).
O município de Tobias Barreto foi o que apresentou o maior aumento na taxa de soroprevalência, subindo de 6,4% na primeira fase de testes para 22,3%. Por tanto, um aumento de 15,9 pontos percentuais.

A cidade de Simão Dias também apresentou um aumento significativo na taxa de soroprevalência, passando de 1,4%, na primeira fase, para 9,8% na segunda fase). Algumas outras cidades que também registraram um crescimento considerável foram: Canindé de São Francisco (1,7% para 5,6%), Itabaiana (2,7% para 13%) e Nossa Senhora do Socorro (7,7% para 18,4%).
Por outro lado, Barra dos Coqueiros (5,0%), Canindé de São Francisco (5,6%) e Porto da Folha (5,7%) foram as cidades com os menores índices no período analisado e Aracaju teve uma soroprevalência estimada em 7,7%.
Segundo o Professor do Departamento de Educação em Saúde da UFS e membro do EpiSergipe, Paulo Ricardo Martins Filho, geralmente, os casos começam nas regiões metropolitanas e depois se espalham pelo interior dos estados.
“Então, isso tem acontecido ao longo dos últimos meses em Sergipe. E é bom destacar que alguns municípios que foram comentados estão localizados em regiões fronteiriças, então, isso é um fator também preponderante para que esse aumento da soroprevalência tenha sido visto em Canindé do São Francisco, na região de Tobias Barreto e Simão Dias”, afirma.
Já em relação ao motivo da taxa de soroprevalência ser maior no grupo de 20 a 59 anos, o pesquisador explica que “são esses os indivíduos que compõem uma faixa economicamente ativa da população, e que tem retornado ao trabalho, à medida que o plano de retomada das atividades foi sendo implementado no estado nos últimos meses”.
Com informações da Rádio UFS




