Depois de sofrer um acidente de trânsito na capital sergipana, na última tarde da segunda-feira (19), o lagartense Weider da Conceição Souza, de 45 anos, retornou a Lagarto. Contudo, para aliviar as dores da colisão, por volta das 17h, ele se dirigiu ao Hospital Universitário de Lagarto.
“Chegando lá, passei pelos procedimentos de praxe e informei que era alérgico a paracetamol, informação que foi colocada em meu prontuário médico. Então fui consultado pelo médico plantonista que me passou uma injeção de Profenid e o Tylex, um medicamento cujo o princípio ativo é o Paracetamol”, lembrou o cidadão.

E completou: “Ao sair do hospital, fui a farmácia e comprei o medicamento. A receita foi retida, porque ele é de venda controlada, então comecei a tomá-lo de seis em seis horas. Até que na tarde de quarta-feira, quando ele começou a fazer efeito, fui obrigado a sair mais cedo do trabalho, porque comecei a passar mal e a sentir febre e fortes coceiras. Foi quando percebi que o medicamento era baseado na substância em que sou alérgico”.
De acordo com Weider, a presença do Paracetamol no medicamento receitado somente foi constatada por ele no momento em que pegou a caixa do remédio para tomar mais um comprimido. “Eu não vi isso antes, porque quando comprei, retirei um dos quatro envelopes e guardei a caixa. Mas quando fui buscar mais um envelope na caixa, vi que continha a substância e logo suspendi a medicação”, acrescentou.
Diante do transtorno, o cidadão apenas lamentou o que considera ter sido uma falta de atenção do médico. “Paguei R$ 55,00 nesse remédio para ele me matar, porque além de estar com a coceira, ele também travou meu intestino. Eu nunca pensei que isso poderia acontecer, pois informei ao médico da minha alergia”, comentou o cidadão com as mãos inchadas.

Hospital Universitário de Lagarto
Em resposta ao ocorrido, o HUL informa que adota normas de proteção de acordo com o que preconizam os protocolos e metas de segurança do paciente, como é o caso da Meta 1, que é a identificação correta do paciente com o uso de pulseira, como referido na matéria. E a Meta 3, que é a promoção de práticas seguras na prescrição, uso e administração de medicamentos.
“Também faz parte da rotina do hospital, na classificação de acolhimento e risco, o interrogatório sobre alergias, a exemplo do ocorrido. O profissional que atendeu o paciente admite que não percebeu a anotação no prontuário dando conta da restrição e que por isso se desculpa com o mesmo, colocando-se à disposição”, finaliza.





