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Em contraponto a Bolsonaro, Moro busca apoio de militares

Se confirmada a demissão, Moro será o sétimo ministro a desembarcar do governo Bolsonaro (Marcos Correa/Oficina Presidencial de Brasil via AP)

Na tentativa de fazer um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-juiz federal Sergio Moro tem ensaiado uma aproximação com generais da reserva.

Segundo relatos feitos pela CNN Brasil, o movimento de aproximação do segmento militar, considerado um dos pilares de sustentação da atual gestão, tem sido capitaneado pelo ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Santos Cruz.

O general da reserva se filiou na semana retrasada ao Podemos, partido de Sergio Moro. Desde então, a sigla tem consultado militares sobre a campanha presidencial.

No mês passado, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, participou de almoço com um grupo de militares. E, segundo integrantes da legenda, a ideia é que Sergio Moro participe de uma reunião em breve com generais da reserva.

Na tentativa de se viabilizar como uma terceira via, o Podemos tem buscado a filiação de nomes críticos ao atual governo federal.

Para a próxima sexta-feira (10), foi marcado evento de filiação do ex-procurador Deltan Dallagnol. Ele deve concorrer ao cargo de deputado federal pelo Paraná.

Além de Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também avalia marcar encontros com generais da reserva para tentar diminuir resistência ao seu nome.

Em um primeiro momento, o movimento se daria através de aproximação com militares que exerceram postos de destaque durante os governos petistas.

O esforço de Lula tem sido o de tentar reduzir o incômodo ao nome dele na cúpula das Forças Armadas, que, segundo militares do governo, criou resistências ao petista após a criação da Comissão da Verdade, durante o governo Dilma Rousseff.

Fonte: CNN Brasil

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