Desde a última segunda-feira, 17, está ocorrendo uma greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Eles lutam contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos.
Diante disso, a Coordenação de Comunicação dos Correios em Sergipe informou que 83% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente, e que a empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população.
“A rede de atendimento dos Correios está aberta em todo o país e os serviços, inclusive SEDEX e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelo telefone 0800 725 0100 ou pelo endereço”, informou a empresa.

Negociação: Em relação ao movimento grevista, os Correios afirmaram que as negociações estão sendo realizadas com um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.
A empresa ainda afirmou que a proposta de negociação proposta pela Fentect é impossível de ser atendida, porque custaria aos cofres da mesma 10 vezes o lucro obtido em 2019. “Nenhum direito foi retirado, apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado”, ressaltou.
Sobre a pandemia, os Correios informaram que os funcionários que compõem o grupo de risco estão desempenhando seus trabalhos remotamente, que aqueles que trabalham nas áreas de Distribuição/Coleta, Tratamento e Atendimento estão recebendo os respectivos adicionais. Por fim, a empresa diz que o movimento agrava ainda mais a sua situação financeira e que “confia no compromisso e na responsabilidade de seus empregados com a sociedade e com o país”.




