Nesta semana, o riachãoense Lucas Santos da Silva lançou o livro “Análise acústica e oitiva? Contribuições para o estudo da palatização em Sergipe”. A obra foi organizada pela Editora Criação, incentivada Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), apoiada pelo Edital de Premiação de Artes Visuais, Literatura e Pesquisa, proposto pelo Governo de Sergipe, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP), com recursos da Lei Aldir Blanc.

Ao Portal Lagartense, Lucas explicou que o livro – que pode ser acessado e baixado gratuitamente pela internet – é resultado de sua pesquisa de mestrado, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Com atuação no campo da sociolinguística, ele ainda explicou que a obra procura discutir métodos de análise para fenômenos variáveis da fala, com foco no processo palatalização, um processo emergente na fala de sergipanos.
“A língua é variável. Não falamos como nossos avós falavam, nem a geração subsequente à nossa falará como nós falamos. Com o tempo, a língua muda. É um processo natural. No livro, discuto métodos de análise para um processo de mudança linguística que vem chamando a atenção de diversos linguistas aqui no estado de Sergipe: é o que chamamos tecnicamente de Palatização, a exemplo de realizações como “pentxe” “txia”, “partxe””, diz.
E completa: “No livro, com um corpus de leitura em voz alta, também contribuo com a robusta discussão de quais fatores sociais que condicionam esse processo de mudança, e principalmente o papel da Universidade Federal de Sergipe e a inserção de universitários ao ambiente acadêmico como fator primordial para a mudança linguística”.
Riachãoense, Lucas Santos da Silva é Mestre em Letras pela UFS, pesquisador no Grupo de Estudos em Linguagem, Interação e Sociedade vinculado à mencionada instituição de ensino superior, e integrante da Feira Científica de Sergipe.




