PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page

PUBLICIDADE

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
post
page
Publicidade

Fogos de artifício adulterados ou falsificados podem gerar explosões e acidentes graves

Silibrina de Lagarto tem mais de 100 anos de história

Comum no cenário de festas juninas, os fogos de artifício também ensejam cuidados que vão desde a compra à utilização desses artefatos, conforme alerta o Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), vinculado à Polícia Científica de Sergipe. A utilização de fogos de artifício adulterados ou falsificados potencializa os riscos de explosão e de acidentes graves que podem ser fatais. No estado, nos últimos cinco meses, o IAPF recebeu 11 solicitações de perícia em materiais explosivos, das quais, seis estão diretamente associadas aos fogos de artifício. Geralmente, são materiais sem certificação e comprados em locais sem autorização de venda e armazenamento desse material.

É exatamente o risco de explosão desse material que acende o alerta para os perigos da compra de fogos de artifício adulterados ou falsificados, conforme evidenciou o perito criminal Nailson Correia, do Laboratório de Química Forense, do IAPF. “Há casos da inserção de uma quantidade de pólvora maior do que o padrão. Isso, sem dúvida nenhuma, pode trazer um risco muito grande aos usuários”, reiterou.

Com a concentração elevada de pólvora, os riscos de acidentes graves envolvendo a explosão desses artefatos são potencializados, podendo ocasionar mortes. “São materiais modificados e, há casos, que foram colocados pavio e grande quantidade de pólvora. A depender dessa concentração de pólvora, o artefato pode se tornar o que chamamos de uma granada artesanal”, alertou Nailson Correia.

Cuidados e recomendações

Diante dos riscos atribuídos aos fogos de artifício adulterados, é importante seguir as recomendações de segurança e adquiri-los apenas em locais autorizados pelo Corpo de Bombeiros e pela Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), da Polícia Civil. “Só assim você terá a certeza de que aquele material obedece às normas técnicas e rígidas que vão minimizar os riscos de acidentes”, ressaltou o perito criminal.

Além disso, é fundamental seguir as recomendações para uso de cada modelo de fogos de artifício, conforme evidenciou o perito criminal. “E, no caso das crianças, é essencial que os fogos de artifício sejam utilizados somente com a supervisão de um adulto, já que ainda sim há riscos à saúde, inclusive, riscos graves de queimaduras”, complementou lembrando que crianças somente podem utilizar fogos de artifício de classe A.

É preciso ainda ficar alerta para os riscos envolvendo a combinação de fogos de artifício, pois o risco de acidentes também é ampliado, conforme explicou Nailson Correia. “Pelo hábito da curiosidade, crianças e jovens acabam misturando os fogos de artifício, mas essa combinação pode intensificar o poder destrutivo do artefato, ampliando os riscos de danos à saúde”, reforçou o perito criminal do IAPF.

Autorização de venda

O IAPF ressalta que as empresas que pretendem comercializar artefatos explosivos devem solicitar ao Exército um Título de Registro (TR). A autorização permite o manuseio destes materiais explosivos.

“Outra orientação é sobre a Norma Especial pela Portaria SIT nº 787, de 28 de novembro de 2018. A NR-19 é composta por medidas de proteção para o processo de fabricação, armazenamento e transporte de explosivos em geral, definindo ainda medidas de proteção para a atividade específica de fogos de artifícios. Seguindo estas dicas estaremos minimizando os riscos de acidentes em nosso estado”, reforçou Nailson Correia.

Denúncias

Em caso de suspeita da venda irregular e de fogos de artifício adulterados, é essencial comunicar a prática aos órgãos de segurança pública. “Os casos de flagrante podem ser comunicados à Polícia Militar, pelo telefone 190. As denúncias também podem ser feitas à Polícia Civil, que conta uma unidade de fiscalização – a Dfae -, por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo é garantido.

Fonte: SSP/SE

Publicidade
Publicidade