Na última segunda-feira, 08, uma ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho de Sergipe para responsabilizar os empregadores, após o flagrante de um trabalhador em condição análoga à escravidão, em uma fazenda no município de Neópolis.
A ação aconteceu durante a 6ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) em Sergipe, na última terça-feira, 02. Segundo o MPT, o alojamento do trabalhador resgatado não tinha energia, cama, água potável, ventilação adequada e nem utensílios domésticos e as refeições eram preparadas em um fogareiro improvisado e tijolos foram utilizados para substituir travesseiros.
Além disso, outros 12 trabalhadores e 1 adolescente de 15 anos em situação degradante foram resgatados. Eles atuavam no cultivo de coco verde e aplicação de veneno agrícola.
A equipe da FPI flagrou trabalhadores fazendo a aplicação de veneno agrícola sem adoção das medidas de segurança.
Na ação, o MPT pede o cumprimento da legislação trabalhista e a condenação da empresa no valor de R$ 1 milhão por dano moral coletivo.
Fonte: G1 SE




