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ITPS alerta sobre riscos à saúde com bactérias em esponja

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As esponjas de lavar louça podem acumular milhões de bactérias e fungos, incluindo organismos que podem causar doenças graves, como diarreia, febre e até problemas pulmonares. Para alertar a população sobre os riscos e como minimizar essas ameaças, o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), traz orientações sobre o uso adequado do utensílio.

A microbiologista do ITPS e doutora em Biotecnologia, Rejane Batista, destaca que a esponja é um ambiente ideal para a proliferação de microrganismos. “As esponjas acumulam restos de alimentos, gordura e umidade, criando condições perfeitas para o crescimento de bactérias e fungos. Estudos mostram que, em poucos dias de uso, ela pode se tornar um reservatório de patógenos que representam riscos à saúde”, alerta a especialista.

A microbiologista explica que a cozinha é, sem dúvida, o ambiente mais crítico em termos de contaminação dentro de uma casa. “Diferente do banheiro, que recebe limpezas frequentes e é desinfetado regularmente, a cozinha lida com uma enorme carga de microrganismos que chegam diariamente em alimentos crus, embalagens e recipientes vindos de supermercados e feiras livres. Hortaliças, carnes, caixas e até mesmo sacolas podem carregar microrganismos provenientes de adubos, terra, granjas e matadouros, transformando o local em um verdadeiro ponto de entrada para agentes patogênicos”, diz Rejane Batista.

Cuidados 

Para minimizar esses riscos, a microbiologista recomenda que a esponja seja lavada e higienizada diariamente. Após o uso, é importante lavar em água corrente com detergente, espremendo-a para retirar todos os resíduos. “Uma solução eficaz é mergulhá-la em água com hipoclorito de sódio, que é uma mistura de 1 colher de sopa de água sanitária em 1 litro de água, por cerca de 10 minutos diariamente. Esse procedimento ajuda a eliminar a maioria dos microrganismos”, orienta Rejane.
Outro cuidado essencial é evitar deixar a bucha molhada após o uso. A recomendação é armazená-la em um local arejado, permitindo que seque completamente, já que a umidade favorece ainda mais a proteção de bactérias e fungos. Além disso, a especialista reforça que as buchas devem ser trocadas com frequência. “O ideal é substituir a cada semana ou, no máximo, a cada 15 dias. O desgaste do material facilita ainda mais o acúmulo de microrganismos com o tempo”, acrescenta.

Um problema invisível

Segundo a microbiologista, a contaminação pode ocorrer de forma imperceptível. “Bactérias como Salmonella e Escherichia coli podem se alojar na bucha e contaminar superfícies e utensílios, mesmo sem que se perceba algo errado. Por isso, os cuidados devem ser rotina na cozinha. O alerta reforça a importância de cuidados simples que fazem a diferença na saúde da família”, reforça Rejane.

Serviço

O Laboratório de Microbiologia do ITPS realiza as análises necessárias para o controle da qualidade dos alimentos. Para solicitar a análise do instituto, é necessário buscar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) presencialmente na rua Vila Cristina, bairro 13 de Julho em Aracaju; por meio dos telefones (79) 3198-8811 e 99191-3042; ou pelo e-mail sac@itps.se.gov.br. Já para receber os recipientes e orientações de coleta, é necessário se dirigir ao SAC do ITPS.

Fonte: Governo de SE

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