Uma estudante de 20 anos relata ter sido vítima de estupro durante uma carona em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O suspeito é primo de um amigo da jovem, que a levaria para casa. O caso foi denunciado, e ela registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (7), o advogado da família explicou que os parentes aguardam os resultados dos exames periciais e esperam a prisão do suspeito.
“Ela está psicologicamente abalada. Ela estava inconsciente”, afirma o advogado que atua no caso, Wilson Fernandinho de Oliveira Barbosa, de 46 anos. O caso ocorreu na madrugada desta segunda-feira (5), em uma rua do bairro Antártica, quando a jovem retornava de uma festa com um grupo de amigos.
Segundo o registro da ocorrência, a estudante estava voltando da festa quando a bicicleta do colega dela quebrou. No caminho, o primo deste amigo parou de carro e ofereceu carona para a jovem, que aceitou. Ela, que havia consumido bebida alcoólica, adormeceu no banco do veículo durante o percurso.
Segundo informou na delegacia, ela acordou com o suspeito em cima dela, já sem roupas íntimas. A jovem afirma que mandou que ele parasse, que tentou se esquivar e sair, mas não conseguiu, sendo vítima do estupro. Depois, o rapaz ainda tentou levá-la para casa, mas a estudante saiu do carro e foi andando até o destino. Ela ainda contou que, ao sair do automóvel, ele a seguiu, dizendo que ela estava “metendo o louco”, e que ela “tinha gostado”.
A jovem foi até a casa do amigo, a quem contou o que aconteceu. Após contato com familiares, ela decidiu denunciar o caso e registrar o boletim de ocorrência, junto ao advogado que a acompanha. Segundo Barbosa, ela fez exames e a perícia médica no Instituto Médico Legal (IML) nesta terça-feira (6). Os resultados vão ajudar nas investigações do caso.
O defensor ainda explica que a estudante precisou tomar um coquetel de medicamentos para evitar possíveis doenças. “Na verdade, por orientação, a gente foi logo em sequência registrar o boletim de ocorrência e tomar todos os coquetéis, por conta de eventual problema futuro. O suspeito está sumido, mas acredito que o próximo passo seja pedir sua prisão preventiva”, diz o advogado.
O caso foi registrado como estupro consumado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, onde será investigado. O G1 tentou localizar o suspeito, mas não encontrou nenhum contato ou defesa até a última atualização desta reportagem.




