O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, em outubro, será assinado um novo acordo de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. O desastre, que matou 19 pessoas e devastou a Bacia do Rio Doce, foi causado pela mineradora controlada pela Vale e BHP Billiton. Segundo Lula, o acordo deve pôr fim a anos de impasses e decisões judiciais não cumpridas pela Vale.
O rompimento liberou 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, destruindo comunidades e causando danos ambientais em Minas Gerais e no Espírito Santo. Um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) foi firmado em 2016, criando a Fundação Renova para gerir programas de reparação. Contudo, problemas persistem, como a falta de autonomia da fundação, atrasos na reconstrução e processos judiciais não resolvidos.
Atualmente, o governo busca um acordo que atenda a mais de 80 mil processos. Uma proposta de R$ 90 bilhões foi rejeitada por ser insuficiente, com as autoridades pedindo R$ 109 bilhões. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) também criticou o acordo, exigindo uma reparação mais justa, estimando que os valores deveriam ser de, no mínimo, R$ 500 bilhões, comparando ao acordo de Brumadinho em 2019. O MAB ainda solicitou uma audiência com o presidente para discutir a questão.
Com informações do Agência Brasil





