Neste sábado, 2, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, prestará depoimento à Polícia Federal, em Curitiba, sobre a declaração de que o presidente da República, Jair Bolsonaro, exonerou Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da PF com o objetivo de nomear alguém que lhe desse acesso a relatórios de inteligência e investigações em curso.
O presidente nomeou Alexandre Ramagem para o comando da instituição, que chegou a chefiar a segurança do então candidato, Jair Bolsonaro, após a facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. Ramagem também é próximo da família do presidente e chegou a passar o réveillon com um de seus filhos, o vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, em 2019.
Vale lembrar também que uma operação comandada pelo STF, com participação de equipes da PF, tem indícios de envolvimento de Carlos Bolsonaro em um esquema de disseminação de fake news. Além disso, informações dão conta de que a PF ainda estaria investigando entre 10 a 12 deputados alinhados ao presidente.
O depoimento de Moro foi marcado depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, deu o prazo de cinco dias para a corporação ouvir o ex-ministro da Justiça.
Durante a oitiva, Moro deve detalhar as declarações feitas no último dia 24, quando anunciou sua demissão do cargo de ministro da Justiça. Em entrevista para a revista Veja, ele disse que tinha provas para incriminar Bolsonaro e que iria apresentá-las à Justiça. Três procuradores da República acompanharão o depoimento, além dos integrantes da PF.




