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Nota de R$ 200 gera críticas de associações de deficientes visuais

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A nova família do Real foi lançada em 2010 e trazia algumas mudanças, como a diferença de tamanho entre as notas, que servia para auxiliar as pessoas com deficiência visual a diferenciarem os valores das cédulas, sendo a menor delas a de R$ 2 e a maior a de R$ 100. 

No entanto, a nova nota de R$ 200, que entrou em circulação na última quarta-feira, 2, e deveria ser a maior de todas, foge desse padrão e apresenta as mesmas dimensões da nota de R$ 20. 

Nota de R$ 200 tem o mesmo formato e dimensões da cédula de R$ 20 (14,2cm x 6,5cm).

Isso acabou gerando críticas das associações de deficientes visuais, já que segundo eles, a nova cédula pode gerar muito confusão, mesmo com as demais medidas de acessibilidade adotadas pelo Banco Central. 

“As notas com tamanhos diferentes, seguindo padrões como do euro e da libra esterlina, surgiram depois de mobilização de pessoas cegas e de baixa visão. Não foi de uma hora para outra nem por bondade”, afirma o presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB). 

Por isso, a ONCB deve pretende acionar o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), além de deputados simpatizantes da causa, com o objetivo de que as demais séries da nota de R$ 200 tenham seus mecanismos de acessibilidade melhorados. 

Segundo o Banco Central, a decisão de igualar as dimensões da nota de R$ 200 às de R$ 20, é para melhor a adaptação aos caixas eletrônicos e demais equipamentos automáticos que aceitam e fornecem cédulas de dinheiro. Além disso, o BC afirma que não teria maquinário para fazer as novas notas maiores do que as de R$ 100. 

BC argumenta que notas possuem outros mecanismos de acessibilidade que facilitam a identificação.

Para contornar esse problema, foram criadas barras táteis diferentes das demais, formando um código de três linhas na diagonal, em alto relevo, no canto direito da nota. Além disso, elementos como o número 200 estão destacados no papel. 

Ainda assim, o presidente da ONCB critica a decisão. “Isso reduz muito a autonomia e descumpre a lei brasileira de inclusão. Se não tinha equipamento para fazer maior do que a de R$ 100, não poderia ter feito no tamanho de R$ 20”, afirma. 

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