O serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde( SES), é referência nos atendimentos das demandas de urgência e emergência dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele funciona no Pronto Socorro do hospital e em tempo integral com profissionais habilitados. No primeiro semestre deste ano (janeiro a junho), foram registrados cerca de três mil atendimentos, entre os sintomas registrados estão: sete pacientes com amigdalite, 1891 com dor de ouvido, 61 com engasgo, 72 com sintomas de surdez, 151 com sangramento nasal, 23 com sinusite, 589 com inflamação na garganta, entre outros sintomas.
A equipe é composta por 14 profissionais e no consultório são atendidos casos de média e alta complexidade, mas a maioria dos usuários que buscam atendimento no Huse são casos de baixa complexidade que poderiam se deslocar para atendimentos em outras unidades via município, como explica a médica otorrinolaringologista, Renata Prado.
“É raro a nossa equipe atender casos de urgência, os casos de baixa complexidade chegam ao Huse com maior frequência. São casos mal tratados e com uso de medicação indevida, antibiótico sem necessidade e casos que não precisariam estar no Huse. São queixas de plenitude oral (cera) corpo estranho em crianças, no ouvido e nariz; espinha de peixe, nos adultos; dor de ouvido; sinusite; amigdalite, entre outros sintomas”, explicou Renata.
Ela alerta, ainda, que esses pacientes não façam cuidados por conta própria e busquem auxílio de um profissional. “Como são pacientes com cera e que não têm necessidade de um acompanhamento ambulatorial, a gente aconselha que não mexa, não cutuque com o cotonete porque aquilo muitas vezes foi provocado pelo uso do cotonete. Já os que vêm com casos de amigdalite, infecção de repetição, a gente encaminha para um acompanhamento ambulatorial, para que não fique se repetindo. A gente orienta o que deve ser feito, passa medicação e encaminha para ambulatório”, ressaltou.





