Na última terça-feira (2) a Polícia Federal deflagrou uma operação policial com o objetivo de reunir provas em Inquérito Policial que apura possível apropriação indevida de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), em Lagarto e Aracaju. O inquérito é referente ao suposto esquema de candidaturas laranjas do MDB Sergipe.
Na ocasião, agentes da PF realizaram buscas e apreensões em Aracaju e também em Lagarto. Por aqui, eles visitaram a casa da ex-candidata a deputada estadual Marleide Cristina, que recebeu quase R$ 500 mil do FEFC e obteve menos de 300 votos. Lá, segundo o seu advogado, Dr. Benito Soares, em entrevista ao radialista Alex Dias, os agentes apreenderam somente o seu aparelho de celular.

“Foi feito o pedido de prisão preventiva de Marleide e o pedido de busca e apreensão na residência dela. E ai a juíza que estava acompanhando o caso indeferiu o pedido de prisão por entender que não existem elementos suficientes para declarar a prisão preventiva da Marleide. […] Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão nada foi localizado que fosse capaz de auxiliar as investigações, sendo recolhido tão somente o seu aparelho de celular”, disse o advogado.
Diante da decisão judicial, Dr. Benito Soares afirmou que a defesa de Marleide está muito tranquila diante das investigações. “A decisão [de negar a prisão] foi totalmente no sentido de que as provas foram produzidas. Diversas pessoas foram ouvidas ao longo do inquérito e demonstraram que fizeram sim a campanha da Marleide. Então a defesa acompanha esse caso com muita cautela e muita tranquilidade, porque a campanha foi realizada sim”, frisou.
Em relação a denúncia que culminou com o início das investigações, Benito a classificou como “uma denúncia de cunho político”. “A investigação já vem caminhando há alguns meses junto a Polícia Federal, diversas pessoas já foram ouvidas, e o que eu posso lhe afirmar enquanto advogado da Marleide é que está nitidamente comprovado nas investigações que houve sim a campanha e que o resultado das urnas não significa dizer que não houve campanha”, argumentou.
Campanha pode ter financiado campanha de Jackson e Belivaldo
Contradizendo o advogado de Marleide, informações de Fan F1 indicam que a PF investiga se parte dos quase meio milhão de reais do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) que foram destinados para a candidata Marleide Cristina (MDB) podem ter sido desviados para financiar as campanha do governador Belivaldo Chagas (PSD) e sua vice Eliane Aquino (PT), além da campanha de Jackson Barreto (MDB) ao Senado.

“Segundo uma fonte da PF, em um dos endereços foi encontrado material de campanha que reforça esta hipótese. Bandeiras com foto de Belivaldo e Eliane e de Jackson e Lula possuem o CNPJ da campanha de Marleide Cristina”, diz o veículo de comunicação.
De acordo com o citado veiculo, “O material tem o CNPJ 31.233.739/0001-77 e só não foi apreendido porque durante as investigações, a PF já tinha os arquivos fornecidos pela empresa contratada para impressão do material”.





