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Pedindo para trabalhar, feirantes fecham ruas do centro de Lagarto

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Na manhã desta segunda-feira, 27, feirantes que atuam no entorno do Mercado Municipal José Corrêa Sobrinho fecharam o cruzamento das ruas Dr. Lupicínio Barros com a Dr. Laudelino Freire, no centro de Lagarto. A ação foi realizada após o grupo de cerca de 30 pessoas ser retirado pela Guarda Municipal de Lagarto (GML) da região da feira-livre da cidade.

O protesto, marcado por gritos de “Queremos trabalhar”, durou algumas horas e impediu o fluxo de veículos pelo centro da cidade. Diante disso, o secretário Municipal da Comunicação, Lucas Uga Uga, esteve no local para dissipar a manifestação. Foi difícil, mas ele conseguiu convencer a categoria a sentar para conversar na sede da Secom.

Nesse entremeio, a reportagem conversou com alguns feirantes. Na oportunidade, eles explicaram que comercializam cereais, lanches, roupas e ítens de cama, mesa e banho e que as autoridades querem colocá-los em uma região do antigo mercado, localizado no entorno da Assulitex. “É um local sujo, sem banheiro adequado e ainda passa rato”, comentou um feirante que não se identificou.

Outra comerciante lamentou o que houve na manhã de hoje. “Estávamos vendendo na praça do Tanque Grande, mas quando chegou o parque, nos colocaram no estacionamento da Assulitex. Daí, hoje, fomos para lá e os guardas chegaram e mandaram retirar tudo, inclusive uma senhora acabou sendo agredida”, lamentou.

A comerciante agredida tem 57 anos e explicou ao Portal Lagartense que acabou sendo atingida, por uma reação que teve diante do que estava acontecendo com seu filho. “Renderam meu filho, colocando suas mãos para cima, e ai eu fui pra cima mesmo, ai machucou minha mão”, relatou.

O que diz a GML

Ao Portal Lagartense, o Coordenador da Guarda Municipal de Lagarto, GM Santos, explicou que os guardiões municipais foram acionados para acompanhar os fiscais da Secretaria Municipal de Obras Públicas, para cumprir uma determinação judicial que impede o comércio paralelo na região do Mercado Municipal.

Ele ainda explicou que os comerciantes em questão foram notificados da decisão judicial há algum tempo, embora tenham se recusarado a assinar. “O que chegou para Guarda, era que se a prefeitura não cumprisse, incorreria em multa diária. Então fomos lá cumprir a determinação. Alguns feirantes resistiram, mas não se chegou a fazer o uso moderado da força”, explicou.

Reunião a portas fechadas

Após dissipar o ato nas ruas da cidade, o secretário Lucas Uga Uga se reuniu em uma sala com um grupo de comerciantes. E desta reunião, ficou decidido que a gestão municipal buscará,  até a próxima quarta-feira, 22, um local adequado para que a categoria possa trabalhar, sem deixar de respeitar a decisão do Ministério Público do Estado.

 

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