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Saída de Rafael Galvão da gestão Hilda Ribeiro foi estratégica

Natural da Bahia, Rafael Galvão deixou o secretariado da prefeita Hilda Ribeiro para atender interesses pessoais

Em entrevista divulgada pela Coluna Aparte, do JL Política, o ex-secretário de comunicação da gestão Hilda Ribeiro (SD), Rafael Galvão, informou que a sua exoneração foi estratégica. Uma vez que considera ter concluído o seu trabalho de “formatar uma comunicação profissional para a Prefeitura de Lagarto, organizada por setores, voltada à qualificação e à motivação da equipe e baseada em planejamento e metas”.

Natural da Bahia, Rafael Galvão deixou o secretariado da prefeita Hilda Ribeiro para atender interesses pessoais

Segundo Rafael, a sua nomeação e exoneração do cargo fez parte de um estratégia previamente definida, para que pudesse atender aos interesses da Prefeitura de Lagarto, do deputado Gustinho Ribeiro e também pessoal. “Esse meu afastamento foi pensado do ponto de vista empresarial, porque dentro da prefeitura eu ficava engessado, tendo que cumprir expediente, etc”, justificou.

Além disso, Rafael frisou que não houve nenhum ressentimento perante o deputado e argumentou que a função de Secretário Municipal da Comunicação não faz o seu perfil profissional.”[…]  não me sinto à vontade diante os holofotes. Prefiro transitar nos bastidores, onde atuo melhor. Por sinal, esse é o meu forte: planejar, estruturar e coordenar as ações a serem executadas. Após concluir a tarefa de organizar a casa, entendi que minha presença na linha de frente era desnecessária e que eu poderia retomar minhas atividades na empresa”, afirmou Galvão.

Confira os trechos da entrevista na íntegra:

Aparte – Havia uma certa expectativa para os projetos que o senhor pensava em implantar na Comunicação de Lagarto. O que ocorreu para que deixasse a secretaria?
Rafael Galvão –
 Desde o início, fui cumprir uma missão, que era a de formatar uma comunicação profissional para a Prefeitura de Lagarto, organizada por setores, voltada à qualificação e à motivação da equipe e baseada em planejamento e metas. Eu penso uma comunicação mais próxima do povo e dos veículos de comunicação, e foi isso que implantamos. 

Aparte – Mas por que o senhor não permaneceu?
RG – 
Como profissional de marketing com perfil estratégico, não me sinto à vontade diante os holofotes. Prefiro transitar nos bastidores, onde atuo melhor. Por sinal, esse é o meu forte: planejar, estruturar e coordenar as ações a serem executadas. Após concluir a tarefa de organizar a casa, entendi que minha presença na linha de frente era desnecessária e que eu poderia retomar minhas atividades na empresa.

Aparte – Quem lhe sucedeu no espaço?
RG –
 Até o momento, não existe sucessão. Deixamos uma equipe preparada e organizada, que pudesse atender às demandas da própria Secretaria de Comunicação e da prefeitura. Qualquer mudança, creio eu, passará pelo planejamento estratégico preparado por nossa equipe.

Aparte – O senhor saiu com algum tipo de ressentimento?
RG – 
Que nada, de forma alguma! Foi uma saída estratégica já definida anteriormente para que eu pudesse cuidar dos meus negócios. Atender à Prefeitura de Lagarto e ao deputado Gustinho Ribeiro se incluía dentro de outros projetos que cuidamos. Temos consultorias de propaganda, publicidade e marketing através da agência e também faço palestras comportamentais. Minha vida é bastante agitada, há muitos projetos sendo tocados neste momento e outros que estão por vir. Estamos, por exemplo, em negociações com alguns grupos para a campanha eleitoral de 2020. Esse meu afastamento foi pensado do ponto de vista empresarial, porque dentro da prefeitura eu ficava engessado, tendo que cumprir expediente, etc. É como se eu atendesse exclusivamente e a apenas a um grupo político, quando, de fato, desenvolvemos trabalhos políticos para vários grupos. 

Aparte – A saída da prefeitura implica o rompimento do senhor com o grupo do deputado Gustinho Ribeiro?
RG – 
Como já disse, foi uma decisão estratégica combinada anteriormente. Não houve rompimento. Desempenhei a missão que havia sido dada e agora estamos estudando as próximas etapas, novos projetos…

Aparte – Que novos projetos são esses? Dá para adiantar alguma coisa?
RG – 
Meu radar está apontando agora para as eleições de 2020. Hoje, já atendemos demandas de marketing e estratégia política de alguns grupos políticos e temos conversado com prefeituras e candidatos a prefeito que já estão nos procurando para o pleito do próximo ano. Eu diria que os novos desafios são bastante promissores. O mundo hoje está no celular, no computador. Quando entro em um projeto é para ser vitorioso (risos). Projeto que tenha características de vitória, mesmo que seja para virar o jogo e surpreender, então tem que analisar todo cenário pra que a gente possa entrar com segurança. Isso não quer dizer que nós não trabalhamos com candidatos que aparentemente estão com poucas possibilidades do ponto de vista eleitoral, ao menos na visão da rádio-corredor. Trabalhamos com diagnósticos precisos – pesquisas qualitativas e quantitativas –, baseados na dinâmica científica e na credibilidade dos dados, e isso nos permite fazer uma boa leitura do que a sociedade realmente almeja e usar as ferramentas estratégicas de marketing para atingir o coração e a mente do eleitor. Ou seja, uma mistura de técnica e da experiência para colocar o tempero correto.

 

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