Os sinais de hanseníase são diversos e se apresentam na pele e nos nervos periféricos como manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou avermelhadas, com alteração na sensibilidade.
Esta doença vem se alastrando seriamente em meio a sociedade e, devido a isso, os profissionais e instituições de saúde se engajam rotineiramente com diversas mobilizações no combate a mesma.

Em Lagarto, a Secretaria Municipal junto à Secretaria de Estado, Hospital Universitário e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizaram a campanha Janeiro Roxo, onde na oportunidade aconteceu no último sábado, 26, a realização da avaliação clínica.
O resultado final identificou três casos e encaminhou para a Unidade Básica de Saúde para orientação e tratamento.
A ação aconteceu no Centro de Especialidades Médicas do Município.
Para que o evento pudesse ocorrer com grande sucesso, contamos com dermatologistas do Hospital Universitário, e representantes das Secretarias de Saúde.
Contamos também com palestra educativa ressaltando a importância de estar antenado com o assunto, além do compartilhamento de ideias e de várias dúvidas esclarecidas.
Ainda ligado ao ‘Janeiro Roxo’, foram disponibilizadas para a sua realização cerca de 100 triagens.

José Fernando dos Santos, que há mais de um ano notou o aparecimento de uma mancha no braço, realizou a avaliação clínica no último sábado. “Estava muito preocupado com a lesão que tenho na pele. Quando exposta ao sol, a mancha fica pior. Então acho a campanha muito boa, pois vai liquidar as minhas dúvidas, e se for mesmo Hanseníase vou me tratar”, relata.

É exatamente essa a proposta do movimento, como conta a diretora de Vigilância em Saúde do Estado, Mércia Feitosa. “O objetivo do Janeiro Roxo é fazer uma busca ativa de novos casos de hanseníase a fim de iniciar o tratamento e, com isso, quebrar a cadeia de transmissão que gera a doença”, explicou.
Ela também conta que após a avaliação, os pacientes são encaminhados para a Unidade Básica da comunidade. “Esse processo, caso o paciente for diagnosticado com Hanseníase, possibilita que as chances de redução de incapacidade física e de cura sejam maiores. O movimento de pesquisa das manchas é justamente os diagnósticos precoces”, destaca.
Segundo a médica Dermatologista do HU e presidente da SBD Sergipe, Martha Débora, a Hanseníase é uma doença endêmica no Brasil, que ocupa o segundo lugar no mundo em casos detectados. “Para tentar erradicar essa doença que acomete o país, é preciso fazer o diagnóstico e posterior tratamento. Queremos levar a mensagem para a população deixando claro que a doença existe. Essa realidade clara possibilita que ao surgir uma mancha suspeita as pessoas busquem o posto de saúde”, conta.

O diretor de Vigilância Epidemiológica do município de Lagarto, Carlos Carvalho, informa que, devido o histórico da doença em Lagarto, a preocupação em apoiar a campanha é maior. “Em 2018, o município teve mais de 30 casos de Hanseníase. Atualmente, temos registros de 10 pacientes em tratamento. Consideramos elevado o índice de casos no município, sabemos que é um local endêmico, por isso, temos maior preocupação na identificação da doença, visto que sua transmissão é fácil. Queremos elevar os números de identificação de casos e, ao mesmo tempo, sensibilizar a população quanto à doença”, conclui.







