Através de um pronunciamento, nesta sexta-feira, 24, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou sua saída do governo Bolsonaro. Ele deixa o cargo após um ano e quatro meses na pasta.
A saída foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicação de Moro, já que a PF é vinculada a pasta da Justiça.
Durante seu pronunciamento, o agora ex-ministro Moro, disse que foi surpreendido pela publicação da demissão do diretor-geral da PF, pois o presidente não apresentou qualquer motivo específico para a decisão.
Segundo ele, Bolsonaro teria admitido que a decisão é uma interferência política porque pretende ter na PF alguém que lhe dê informações sobre investigações e inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e para Moro, isso não é atribuição da PF.
Moro afirmou também que não assinou a demissão, embora seu nome apareça na publicação e lembrou que, ao abrir mão de seus 22 anos de magistratura, recebeu a promessa de Bolsonaro de que teria carta branca pra escolher e nomear auxiliares.




