Em meio às comemorações alusivas Sesquicentenário de Nascimento de Dr. Laudelino Freire, o presidente da Academia Brasileira de Letras, o jornalista Merval Pereira, gravou um pronunciamento em homenagem ao ilustre, saudoso e imortal lagartense.
Para Merval, Laudelino Freire foi um grande brasileiro. “Um intelectual múltiplo, ele marcou presença em diversas artes: a pintura, o jornalismo, as letras, mas sobretudo na filologia. Ele é autor de um grande dicionário, um dos pioneiros dicionários da língua portuguesa, que ele tratava com muito cuidado”, destacou Merval.
Ele também parabenizou a Academia Lagartense de Letras por promover homenagens ao imortal, na noite do último dia 26 de abril, quando foi realizada uma solenidade na sede da a OAB Sergipe, Regional Lagarto. O evento contou com a presença do do Prof. Dr. Padre José Lima Santana, que irá proferir uma conferência sobre o homenageado.
Durante o evento também foi lançado o livro livro “Doutor Laudelino Freire – História, Ensaios e Memórias”, organizado pelos escritores Assuero Cardoso Barbosa e Claudefranklin Monteiro Santos. Confira o pronunciamento de Merval Pereira na íntegra:
Quem foi Laudelino Freire
Laudelino de Oliveira Freire foi advogado, jornalista, professor, político, crítico e filólogo. Nasceu em Lagarto, em 26 de janeiro de 1873, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 18 de junho de 1937. Em sua jornada, foi deputado estadual de Sergipe por três mandatos, lecionou em colégio militar, foi diretor da Gazeta Notícias e e colaborou em diversos jornais, entre eles o Jornal do Brasil, Jornal do Comércio e O País.

Ele fundou a Revista da Língua Portuguesa, que dirigiu, publicando trabalhos de alto valor, quer literário, quer filológico, como a Réplica de Rui Barbosa; é o autor do Grande e novíssimo dicionário da Língua Portuguesa, de publicação póstuma em cinco volumes, com a colaboração de J. L. de Campos, Vasco Lima e Antônio Soares Franco Júnior.
Laudelino também era um dos maiores defensores da simplificação da ortografia no Brasil, bem como foi o segundo ocupante da cadeira 10 da Academia Brasileira de Letras, sendo eleito presidente da Casa em 16 de novembro de 1923, na sucessão de Rui Barbosa, e recebido pelo acadêmico Aloísio de Castro em 22 março de 1924.




