Depois da publicação de um estudo realizado pela Agência Pública, o qual afirma, entre outras coisas, que a água que abastece o município de Lagarto estaria contaminada por 27 tipos de agrotóxicos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação de Vigilância Sanitária (Covisa), emitiu uma nota de esclarecimento informando que a água que abastece todo o estado é de boa qualidade.
Segundo a pasta, “a água no estado de Sergipe não está contaminada por agrotóxicos e não oferece risco à saúde da população, ao contrário do que foi noticiado em matéria produzida em conjunto pelas organizações Repórter Brasil e Agência Pública, colocando Sergipe na 9ª posição entre os estados brasileiros que registraram a presença dos 27 tipos de agrotóxicos classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como extremamente ou altamente tóxicos”.

A SES ainda afirmou, por meio do gerente de Vigilância em Saúde Ambiental, Alexsandro Xavier Bueno, que a Vigilância em Saúde Ambiental está em constante contato com as coordenações municipais, a fim de estabelecer condições constantes de fiscalizar a qualidade da água nas diversas formas de abastecimento que existem. Além disso, a pasta reconheceu que os dados divulgados são inconsistentes devido a um equivoco e digitação cometido pelos técnicos municipais, responsáveis pela inserção dos resultados laboratoriais divulgados pela companhia de saneamento DESO.
Vale lembrar que no formulário do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde (MS), há três opções de respostas para resultados das análises: não preencher, colocar o valor encontrado ou indicar que o dado está abaixo do índice quantificável pelo método laboratorial empregado.
“Por um equívoco, todos os valores dos limites quantificáveis dos agrotóxicos pesquisados foram digitados no campo resultado, gerando assim a interpretação errônea da presença de agrotóxicos. Na avaliação dos resultados da pesquisa, podemos afirmar que cerca de 96% dos registros de presença de agrotóxicos apontados para o estado de Sergipe foram equívocos e também que o município de Itabaiana, por exemplo, não registrou a presença de nenhum pesticida na água, como consta na reportagem”, esclareceu o gerente de Vigilância em Saúde Ambiental, Alexsandro Xavier Bueno.





