Na última quinta-feira, 28, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, exonerou o sergipano André Luís Ferreira Dantas, o André Moura, do cargo de Secretário-chefe de Estado da Casa Civil e Governança. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Rio de Janeiro.

De acordo com a imprensa carioca, a queda de André Moura faz parte de uma ampla reforma que o governador está fazendo em seu secretariado, em meio à crise política provocada pelas Operações Favorito e Placebo, sobre as quais o sergipano silenciou, sendo que elas atingiram o chefe do executivo estadual e sua esposa.
Além disso, informações dão conta que o governador andava insatisfeito com a articulação política promovida pelo agora ex-secretário, sendo que viu sua lista de problemas aumentarem significativamente esta semana. Uma vez que pairam contra ele cinco pedidos de impeachment na Assembleia Legislativa.

André Moura ficou conhecido nacionalmente por ter integrado a tropa de choque do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e por ter sido líder do governo Michel Temer no Congresso Nacional. E por ter perdido as eleições para senador em Sergipe, ele tornou-se secretário do governo Witzel por indicação do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo.
Após a exoneração, André Moura, que foi secretário nos últimos oito meses, publicou uma nota em suas redes sociais, onde afirma que deixou o cargo “com o sentimento de dever cumprido, pois foram muitas conquistas desde a minha chegada”.




