
Você que acompanhou o caso do bebê que nasceu deformado, cuja mãe acusou a Maternidade Zacarias Jr. de Lagarto de negligenciar atendimento, o Portal Lagartense foi ouvir a direção da Instituição e traz a resposta da mesma para a sociedade.
No último final de semana o Dr. Vampler Guimarães, que é o atual diretor clínico da instituição, reuniu parte dos clínicos médicos e obstetras para analisar o caso e verificar se realmente havia ocorrido os fatos que foram relatados.
Como era esperado pela equipe médica, as acusações contra a instituição não procedem.
Dois fatos são esclarecedores: Primeiro, de acordo com a ficha do Pré-natal da paciente, na última consulta realizada no dia 28 de abril de 2017, ela estava com 36 semanas e 2 dias de gestação e não 9 meses como foi relatado; e segundo, a paciente apresentava comorbidades, neste caso uma Hipertensão arterial sistêmica associada a uma Diabetes mellitus tipo 2.
Fatores esses que ocasionaram a gestação dela como de alto risco, sendo esse o motivo pelo qual ela estava realizando o pré-natal na maternidade em questão e não nos postos de saúde como acontece com pacientes de gestação normal.

“Sendo uma gestação de alto risco, o parto cirúrgico não seria realizado aqui na Maternidade Zacarias Junior, pois nossa maternidade é de porte simples e nesses casos, o obstetra encaminha para que o parto seja realizado na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em Aracaju que é a referência do estado em partos de alto risco. O parto só foi realizado aqui, porque quando a paciente deu entrada, o obstetra constatou que o bebê já estava morto e não quis enviar a paciente até a capital, apenas para retirar o feto”, afirmou Dr. Vampler.
Segundo o obstetra Dr. Eduardo Aguiar, o prazo para uma gestação normal é de 40 semanas, quando é definido que o parto será cirúrgico (cesárea), o profissional só pode realizar depois da 38° semana, antes disso, não é recomendado pois é considerado parto prematuro e acarreta riscos a saúde do bebê.
“o médico não foi negligente. A gestação estava no prazo correto e em uma gravidez de alto risco, fatalidades acontecem, é inevitável” disse Dr Eduardo.
A paciente afirmou para a nossa reportagem que no dia 28 de abril ela estava com 9 meses de gestação e que ao chegar na maternidade, foi atendida pelo seu médico, submetida a exames e que foi orientada a ir pra casa e retornar duas semanas depois, porém Dr. Vampler garante que ela não estava com 9 meses.
“De acordo com a ficha do pré-natal, ela estava com 36 semanas e 2 dias de gestação e não apresentava nenhum sintoma que fosse necessário que o médico interrompesse a gestação e realizasse o parto naquele dia. Se o bebê estava responsivo, ela deveria aguardar completar o prazo correto de uma gestação, que é de no mínimo 38 semanas”, relatou Dr. Vampler.
O médico acredita que pode ter ocasionado a morte do feto intra-útero, é o fato da paciente ser hipertensa e diabética, mas isso só uma autópsia poderá confirmar.
“Em nenhum momento, estivemos receosos, confio nos profissionais que atuam na entidade e os fatores que causam mortes em bebês são simples de serem esclarecidos, são claramente perceptíveis”, concluiu Dr. Vampler.





