
A Black Friday de 2020, realizada no dia 27 de novembro, superou as expectativas dos analistas e se tornou o dia em que o comércio eletrônico mais faturou na história do Brasil. Considerando os dias 26 e 27, foram realizadas 7,6 milhões de compras pela internet, resultando em um faturamento que passou dos 5,1 bilhões, de acordo com um levantamento realizado pelas empresas de consultoria Neotrust e Compre&Confie.
O resultado positivo já era esperado, já que a pandemia acelerou o crescimento do e-commerce no país. Levando em conta todo o mês de novembro, foram realizadas 24,1 milhões de compras virtuais, número que é 25,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2019.
Um dos grandes motivos para esse crescimento expressivo é a diminuição da desconfiança em relação ao comércio digital. Muitos brasileiros se viram obrigados a comprar pela internet durante a pandemia, o que acabou criando este hábito. Além disso, a fiscalização do meio também está maior, e até a Polícia Civil auxilia a população na hora das negociações online, com dicas de segurança.
No entanto, apesar do faturamento recorde, a grande mudança da Black Friday de 2020 foi o segmento dos produtos adquiridos. Enquanto nas edições anteriores os produtos mais procurados eram os eletrônicos, principalmente os smartphones, em 2020 o conforto do lar falou mais alto, muito por conta dos novos estilos de vida gerados pela pandemia.
O segmento mais procurado pelos consumidores que foram às compras online foi o de casa e decoração. Em segundo lugar, ficou o ramo de moda e acessórios. Fecham o top 5 os eletrodomésticos, a perfumaria e os celulares, respectivamente.
Um levantamento realizado pelo portal de auxílio ao consumidor REVIEWBOX, que analisou o número das de buscas na internet pelos segmentos mais buscados na Black Friday, mostrou que o interesse pela decoração da casa teve uma queda abrupta logo no início da pandemia, por conta da priorização das demandas básicas. No entanto, conforme o tempo foi passando e as pessoas ficaram mais tempo isoladas em casa, as necessidades de mudança surgiram, ocasionando um crescimento de 60% na quantidade de buscas sobre o tema entre março e junho.
Varejo físico não tem o que comemorar
Em compensação, o impacto da Black Friday no varejo tradicional não chegou nem perto do visto nos últimos anos. De acordo com um levantamento da operadora de cartões Cielo, o faturamento das lojas físicas durante a Black Friday foi 14,5% menor do que na edição de 2019.
Os setores que apresentaram a maior queda também são aqueles diretamente impactados pela Covid-19. O segmento de turismo e transporte teve 50,7% menos vendas do que na Black Friday do ano passado. Em seguida, está o setor de beleza e higiene pessoal, com queda de 41,4%.




