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Casa da Mulher Brasileira em Sergipe ultrapassa 100 atendimentos e fortalece rede de proteção

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Em apenas uma semana de funcionamento, a Casa da Mulher Brasileira de Sergipe já se consolida como um importante instrumento de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência. Gerida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), a unidade registrou cerca de 114 atendimentos nos primeiros dias de atividade, demonstrando a demanda por um serviço integrado e especializado.

A Casa da Mulher Brasileira de Aracaju é a 13ª unidade implantada no país e oferece atendimento humanizado, interdisciplinar e articulado para mulheres vítimas de violência doméstica, familiar e de gênero. Para a superintendente da unidade, Daniela Lima Barreto, os números iniciais evidenciam a importância do equipamento para a rede de proteção estadual. “Estamos há uma semana em funcionamento e já registramos esse número expressivo. Aqui, a política de proteção funciona, pois cuidamos da mulher por inteiro. Ela chega à unidade e é acolhida por uma equipe sensível e especializada. Em seguida, damos os direcionamentos para que ela consiga romper o ciclo da violência”, destaca.

O principal diferencial da Casa é reunir, em um único espaço, serviços especializados de acolhimento, assistência psicossocial, proteção, acesso à Justiça e promoção da autonomia econômica. A integração evita que a mulher precise buscar atendimento em diferentes órgãos e reviver repetidamente situações traumáticas.

“Assim que essa mulher chega à Casa da Mulher Brasileira, ela é acolhida por uma equipe formada por assistente social e psicóloga, momento em que acontece a primeira escuta qualificada. Ouvimos com sensibilidade e realizamos os encaminhamentos necessários, sem que ela precise recontar sua história diversas vezes e seja revitimizada”, declara a assistente social Isabela Queiroz.

A defensora pública Liza Rodrigues ressalta que a articulação entre os órgãos fortalece o atendimento e amplia a proteção oferecida às vítimas. “Pela Defensoria Pública, garantimos os direitos que ela tem, mas a Casa da Mulher Brasileira vai além e reúne, em um único espaço, tudo o que ela precisa nesse momento de fragilidade”, afirma.

A unidade sergipana também se destaca nacionalmente por ser a primeira Casa da Mulher Brasileira do país a contar com atendimento do Instituto Médico Legal (IML) dentro do próprio equipamento. A iniciativa proporciona mais agilidade aos procedimentos, além de assegurar maior acolhimento e preservar a dignidade das mulheres atendidas.

Além da proteção imediata, a Casa da Mulher Brasileira atua na reconstrução da autonomia das mulheres, oferecendo oportunidades de qualificação profissional, educação financeira, empregabilidade e geração de renda, contribuindo para que possam romper definitivamente com ciclos de violência e dependência econômica.

Serviços ofertados

A Casa da Mulher Brasileira de Aracaju reúne os seguintes serviços: Acolhimento e triagem; Atendimento psicossocial; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher; Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe; Ministério Público do Estado de Sergipe; Defensoria Pública do Estado de Sergipe; Ronda Maria da Penha; Serviço de promoção da autonomia econômica das mulheres; Cuidoteca; Alojamento de passagem; Central de transportes; Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Identificação.

O equipamento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, respeitando as especificidades operacionais de cada órgão integrante.

Órgãos que integram a Casa da Mulher Brasileira

Fazem parte da rede de atendimento da unidade: Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM); Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP); Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE); Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE); Defensoria Pública do Estado de Sergipe; Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic); Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc).

Fonte: SSP/SE

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