Importantes ações de controle foram concluídas pela equipe em campo, visando orientar a população sobre a Doença de Chagas. Os insetos transmissores da doença são os triatomíneos, popularmente conhecidos como bicho barbeiro, chupão, chupança ou procotó, que estão contaminados com o parasita (Trypanosoma cruzi).

As atividades realizadas pelo Programa durante o período de 1° de janeiro de 2017 a 31 de dezembro do mesmo ano chegou a 18 localidades da zona rural, entre elas: Sítio Nobre, Sítio Moita, Sítio Morcego, Sítio Piabas, Sítio Marilópe, Sítio Tabuleiro, Sítio Saco, Sítio Tapera do Saco, Sítio Canto, Fazenda Porteira, Sítio Boticário, Sítio Saco Grande, Sitio Candeal, Sítio Candeal I, Fazenda Cajazeira, Sítio Areias, Sítio Cachoeira e Sítio Bonfim, todos registrados em Boletim Diário do Capturador e Resumo Mensal das Atividades.
Também foram realizadas pesquisas triatomínicas em 1.185 unidades domiciliares, e em 471 anexos na busca ativa do inseto transmissor, instruindo 3.194 habitantes. Quanto ao consumo de inseticida usado foi de 330 ml. de Piriza (desalojante químico).
Importante frisar que durante esse período nas atividades de campo não houve ocorrência de captura de triatomíneos. Este ano de 2018, foi programado no itinerário um planejamento para se trabalhar em 20 localidades, ressaltando que nesses quatros meses (Janeiro, Fevereiro, Março, Abril) de operação e execução, já foram concluídas cindo localidades: Sítio Bonfim, Fazenda Massapê, Sítio Flecha, Sítio Quipé e Sítio Carcará; e realizadas visitas em aproximadamente 556 unidades domiciliares (imóveis) e em 222 anexos.
Para o Sr. Luís Jorge Pinheiro, técnico e entomologista do CCZ, as ações de orientação e prevenção são frequentes, este, de acordo com a programação das áreas de risco. “Estamos levando até as comunidades orientações sobre a doença de chagas e as possíveis formas de contaminação”, apontou o técnico, salientando que o CCZ trabalha a importância de garantir a segurança e proteção por meio da entomologia com investigação, onde se faz a procura do barbeiro. “Não significa que todos os barbeiros estejam contaminados, mas para isso precisamos fazer a avaliação desse barbeiro, que deve estar vivo na ocasião da análise”, ressalta Jorge Pinheiro.
Algumas informações preventivas também são destacadas como cuidados básicos que devem ser tomados para a prevenção da doença, como evitar galinheiro, chiqueiro e entulhos. De acordo com os dados levantados pelo técnico, esse inseto de hábito noturno vive nas frestas das casas sem reboco ou pau-a-pique, ninhos de pássaros, tocas de animais cascas de tronco de árvores e embaixo de pedras, telhas, lenhas e locais abandonados. É bom ressaltar que a Doença de Chagas não tem cura, é transmitida pelas fezes do barbeiro ou pela ingestão de alimentos contaminados por meio dessas fezes.
O CCZ garante que no município de Lagarto, o controle de triatomíneos está inserido na metodologia de vigilância entomológica da Doença de Chagas que tem por objetivo manter a interrupção da sua transmissão vetorial. Por isso, identifica e combate colônias domiciliares de triatomíneos; investiga as manifestações humanas decorrentes da presença do Triatomíneo (barbeiro).
O Gerente de Endemias, Amilton Fontes, pede que a população colabore permitindo a entrada do agente de endemia em suas propriedades no sentido de observar possíveis focos de barbeiro. “A medida é preventiva para evitar um mal maior e preservar a saúde da população. Por isso, pedimos para que fiquem atentos, o agente de endemias é identificado pelo uniforme e se apresenta em horários pela manhã e a tarde, explica Amilton”, finaliza.





