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Dezembro Laranja alerta para prevenção do câncer de pele

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O câncer de pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura. É por esse motivo que o Dezembro Laranja serve de alerta e conscientização das pessoas quanto a prevenção e o tratamento precoce que deve começar desde a infância.

A dermatologista do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), Vanessa Freire, explica que existem situações e doenças genéticas que predispõem ao surgimento do câncer de pele. “É mais comum em pacientes de pele clara do fototipo que queima e não bronzeia; olhos e cabelos claros; pessoas com história familiar da doença e que se expõem ao sol de forma intermitente e a agentes químicos de forma excessiva”, enfatizou.

Existem dois grupos distintos de câncer da pele: os não melanoma, mais frequentes e menos agressivos (carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma epidermóide (CEC) ) e os melanomas, mais agressivos, porém menos comuns. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado de forma precoce. Tem baixa mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode evoluir para Multilaser bastante expressivas.

O carcinoma basocelular apresenta evolução lenta e baixíssimo potencial de metástase; já o carcinoma epidermóide tem uma maior gravidade, pois tem a possibilidade de apresentar metástase (espalhar-se para outros órgãos). A dermatologista ressalta que o câncer de pele apresenta-se de diversas formas.

“Desde uma lesão papulosa, tipo um carocinho vermelho até como uma ferida que sangra e não cicatriza, geralmente em áreas expostas ao sol como face, colo, orelhas e braços. Mas podem surgir também em áreas protegidas, como o dorso. Trata-se de um sinal de alerta, pois sabe-se que uma vez o paciente apresente uma lesão de câncer de pele, há uma chance maior de aparecimento de uma nova lesão neoplásica”, alertou Vanessa Freire.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, através de exame clínico, e em algumas situações, é necessário a utilização da dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. É realizada uma biópsia (coleta de pequena quantidade da lesão para análise ou até mesmo, a retirada total da lesão suspeita), para posterior exame histopatológico.

Confirmado o diagnóstico de câncer de pele, segue-se à escolha do tratamento, que geralmente, na grande maioria das vezes, é a Cirurgia. “É o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermóide. Eventualmente, pode-se associar a radioterapia à cirurgia. Pode ser realizada também a terapia fotodinâmica que seria uma opção terapêutica para a ceratose actínica que é uma lesão precursora do câncer de pele, carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermóide”, acrescentou a dermatologista.

Outra forma de tratamento, seria a cirurgia e a imunoterapia tópica que são também opções para o tratamento desses cânceres. No entanto, trata-se de opções para lesões que preenchem alguns critérios. Necessitando de uma avaliação e indicação precisa.

Prevenção

A prevenção é a melhor arma contra o Câncer de pele. Por isso, é importante evitar a exposição prolongada diretamente à luz solar, especialmente entre às 10 h e 16 h, quando a luz UV é mais intensa. Usar roupas adequadas e que cubram o corpo, principalmente que tenham proteção UVA e UVB, usar chapéu de abas largas, protetor solar a cada 3 horas e fazer a detecção precoce.

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