Quase um mês após a apresentação de uma nova planilha tarifária, as empresas que operam no sistema de transporte coletivo da Grande Aracaju seguem sem previsão de quando terão resposta do Executivo da capital sergipana quanto à concessão ou não do reajuste de quase 20% no valor da passagem.
Essa é a terceira vez que os empresários pedem recomposição na tarifa este ano. A planilha, que ainda está sendo analisada pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), prevê que a passagem passaria dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,44.
Segundo o setor, a retração no número de passagens e o aumento dos custos para operação do serviço, a exemplo dos reajustes no preço do diesel, justificam a necessidade de recomposição da tarifa, que já tinha sido sinalizada pelas empresas desde dezembro do ano passado.
“Quando você não tem a recomposição do custo pela passagem ou algum incentivo externo, gera uma pancada muito grande no setor. Sem equilíbrio das contas não tem nenhum setor que se sustente em pé”, adverte o presidente do Setransp, Alberto Almeida.
A última revisão tarifária foi autorizada em agosto do ano passado, mas segundo o setor, ela deveria ter acontecido em dezembro de 2016. A demora do Executivo para se manifestar sobre a questão preocupa os empresários. “Esperamos que o prefeito conceda o reajuste sob pena de que a gente continue reduzindo a capacidade de investimento”, afirma Almeida.
A Prefeitura de Aracaju não deu previsão de quando a planilha deve chegar às mãos do prefeito Edvaldo Nogueira para análise.




