Na manhã da última quarta-feira, 16, a prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro, assinou a Ordem de Serviço para as obras de construção da Praça Antônio Gonçalves de Santomé (Praça do Marco Histórico), no povoado Santo Antônio. A iniciativa será executada com recursos próprios do Município
Localizado no terreno da antiga Tapera de São Tomé, na comunidade supracitada, o antigo marco foi edificado em 1972 e de lá pra cá só havia passado por serviços de pintura. Por isso, o projeto da praça, que tem a autoria da arquiteta da Secretaria Municipal de Obras, Marilia Gabriela, inclui a preservação da Cruz das Almas, que representa a fé dos primeiros habitantes desta terra a até mesmo uma placa que trazia os nomes dos seus idealizadores, mas que foi furtada há décadas, e que será recuperada simbolicamente.
Para os professores e historiadores José Uesele e Manoel Andrade que prestigiaram o ato, a revitalização dos monumentos históricos Marco de Fundação de Lagarto e Cruz das Almas será um legado valoroso para a memória local e atende a uma demanda histórica da comunidade lagartense que os têm como bens culturais simbólicos e delineadores da sua gênese e da identidade papa-jaca.
Já a prefeita Hilda Ribeiro exaltou a importância de mais esta obra em prol da história e cultura lagartense. “Sou apaixonada por esta terra e especialmente por sua história tão singular. Desde que assumimos a gestão em 2019 e passava por ali, já era um desejo de fazer uma grande modificação e não um simples paliativo. Este local precisa voltar a ser um dos nossos principais pontos turísticos, pois infelizmente não está à altura dos visitantes nem da população. Hoje temos a alegria de assinar a Ordem de Serviço para construir uma linda praça que vai dar o valor necessário para o nosso marco, preservando suas principais características. Um presente para a memória histórica do município e para a comunidade do povoado Santo Antônio”, salientou a prefeita Hilda Ribeiro.

O Marco de Fundação de Lagarto é um lugar de memória que remonta ao primeiro núcleo do nosso povoamento, fundado em 13 de junho de 1604 pelo colonizador Antônio Gonçalves de Santomé. O local também reveste-se de misticismo por abrigar o monumento Cruz das Almas, que rememora à ancestralidade nativa e as batalhas travadas no início da colonização, de acordo com o imaginário popular.




