Por Ruaan Oliveira Carvalho / CRF: 2594
Ao longo da história, através da observação e de diversas tentativas, os seres humanos foram capazes de diferenciar e identificar as plantas que teriam potencial curativo. Os produtos naturais, de forma geral, foram os primeiros “remédios” para as doenças existentes. Não é por acaso que muitos medicamentos foram desenvolvidos a partir dessa sabedoria popular.
Á vista disso, com a finalidade de entender asplantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças, surgiu a fitoterapia. Pois a sociedade tem a confusa percepção de que os fitoterápicos (produtos de origem de plantas medicinais) seriam isentos de danos e efeitos colaterais. Além disso, alguns grupos de pacientes apresentam mais riscos que outros, tais como: Gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas, entre outros.
Reforça-se que os fitoterápicos são uma excelente estratégia terapêutica e seu uso racional reflete na melhora dos pacientes, inclusive, em determinadas condições clínicas, pode potencializare/ou substituir até mesmo os medicamentos convencionais.
Portando, a utilização de medicamentos de origem natural requer cuidados, sendo necessáriaavaliação por um profissional da saúde habilitado para uma correta prescrição. Jamais utilize qualquer medicamento por conta própria, seja fitoterápico ou não. Lembre-se, em caso de dúvida procure a orientação farmacêutica e/ou médica.
Referência:
ALVES, Jayra Juliana Paiva et al. Conhecimento popular sobre plantas medicinais e o cuidado da saúde primária: um estudo de caso da comunidade rural de Mendes, São José de Mipibu/RN. Carpe Diem: Revista Cultural e Científica do UNIFACEX, v. 13, n. 1, p. 136-156, 2015.
MELO, Laura Raquel de Araújo. Uso irracional de medicamentos fitoterápicos e os impactos na saúde da população. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
PATRÍCIO, Karina Pavão et al. O uso de plantas medicinais na atenção primária à saúde: revisão integrativa. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, p. 677-686, 2022.





