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Oposição articula G-7 antigoverno na CPI da Pandemia

A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.

O grupo de senadores de oposição tenta criar um G-7 na CPI da Covid para fazer frente à tentativa do governo de liderar os rumos da investigação.

As conversas avançaram na tarde desta quarta-feira  (14) com o objetivo de consolidar uma maioria para atuar na CPI e fazer frente à estratégia do governo de identificá-la.

Já integram o grupo os senadores Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Tasso Jereissati, Humberto Costa, Eduardo Braga e Otto Alencar. O grupo ainda conversa para tentar atrair o senador Omar Aziz. “A ideia é constituir uma maioria para permitir que os trabalhos avancem, disse à CNN o senador Randolfe Rodrigues. 

Em conversas entre eles na tarde desta quarta-feira, a maioria já deu aval para que o escolhido para relatar a CPI seja Renan Calheiros. Mas para que isso ocorra, é preciso que o presidente da CPI também seja egresso do grupo, pois é ele quem indica o relator e o grupo já identificou que o governo tenta colocar um aliado no comando da CPI justamente para afastar Renan da relatoria.

Pela tradição no senado, o primeiro signatário do requerimento da CPI costuma presidir os trabalhos, caso de Randolfe. Mas avalia-se entregar o comando a Otto Alencar.

O roteiro de trabalho da CPI também foi discutido pelo grupo nessa tarde. O senador Alessandro Vieira, que é suplente na CPI, tem sido o consultor tendo em vista sua experiência como delegado de polícia.

Vieira aconselhou o grupo a defender de início a convocação de todos os ex-ministros da Saúde do governo Jair Bolsonaro (Luiz Herique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello), além do atual, Marcelo Queiroga. Além deles, representantes dos laboratórios brasileiros (Fiocruz e Butantan) e as farmacêuticas que negociaram vacinas com o governo federal, como Pfizer, Astrazeneca e Sputnik e Jansen. Representantes do mercado de saúde, como produtores dos kit-intubação, também estão na lista, assim como acadêmicos da área de saúde. Aqui, há uma divergência. Parte do G-7 defende que os trabalhos comecem com especialistas em saúde para apontar onde o governo federal errou na pandemia.

Uma sub-relatoria para cuidar apenas dos estados também está no radar do grupo. Neste aspecto, a ideia é requisitar a órgãos federais e estaduais dados sobre destinação e execução de verbas federais. O foco no início deverá se Amazonas, mas há a defesa de que isso ocorra com todas as 27 unidades da federação.

Atese central do G-7, porém, é apontar a responsabilidade do governo federal na crise da pandemia. “Estou encampando essa visão no grupo de senadores de que Bolsonaro adotou uma tese de que o melhor caminho para enfrentar a pandemia era todo mundo ser contaminado e levar a imunidade de rebanho sem levar em consideração o custo que esse caminho teria”.

O governo, porém, avalia nos bastidores que a maioria oposicionista não conseguirá se impor. Além da estratégia de tentar ocupar a presidência para influenciar na definição do relator da CPI, o governo aposta em atrair senadores com postura mais independente para sua órbita. O próprio líder do MDB, Eduardo Braga, é apontado como um nome a ser atraído, assim como o senador Omar Aziz. A expectativa do governo também é a de que as questões regionais da CPI e as pretensões próprias de cada senador em disputar a reeleição ou o governo do estado em 2022 vão falar mais alto do que a ideia de atacar o governo.

A única questão que preocupa de fato o governo é o provável depoimento de Pazuello. Mas para isso, conforme mostrou a CNN, o próprio governo já cuidou de delegar à Advocacia-Geral da União a gestão de sua defesa criminal e, consequentemente, da pandemia.

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