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Pediatra do HUL adverte sobre o risco de asfixia involuntária de crianças por adultos

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Bebê, no berço; mãe ou pais, na cama. O alerta e recomendação é do médico Pedro Guerra, responsável pelo setor de pediatria do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS), ao comentar sobre o recente caso da criança de dois meses que foi asfixiada involuntariamente pela mãe no município de Pedrinhas na quinta-feira passada.

“A mãe deve dormir na cama dela e o bebê no berço, separados”, adverte. “Pode ser no mesmo quarto, mas cada um no seu local; os dois não podem dormir juntos, justamente por isso, porque a mãe pode virar para os lados e corre-se esse risco de asfixiar a criança”, observa.

Para o especialista, sobretudo em se tratando de criança abaixo de um ano o ideal é que durma no berço, que também deve ter cabeceira elevada, de preferência colocando um travesseiro antirrefluxo que a deixe com a elevação de mais ou menos 30 graus, evitando assim a asfixia por refluxo. “Porque os bebês muito pequenos regurgitam bastante e as vezes terminam se engastando com o próprio golfo, o que pode também provocar uma tragédia como a da semana passada em Pedrinhas”, ressalta.

O médico adverte também para o risco de excesso de panos ou plásticos próximos ao bebê. “A criança pode também ser vítima de asfixia por conta dos próprios panos, por exemplo; então ela tem que ficar em um berço, separada, com travesseiro elevado, de preferência antirrefluxo e com poucos panos, para não correr o risco de asfixia”, diz.

Dr. Pedro Guerra lembra ainda que outra providência importante é colocar a criança com a barriga sempre para cima e com a cabeça para a lateral, principalmente quando se tratar de bebês de até 5 meses de idade. “O ideal é a criança dormir de barriga para cima e a cabeça para a lateral”, diz. “O bebê quando muito pequeno não sabe virar de um lado para o outro; então, por exemplo, se coloca ele lateralizado ou de barriga para baixo, ele pode ficar asfixiado como o movimento e não ter como voltar; e aí acontecer esse tipo de tragédia”, reforça.

“Seguindo esses passos, a criança no berço, travesseiro antirrefluxo, barriga para cima e cabeça lateralizada e sem panos próximos, passa-se a fazer o correto, prevenindo tragédias como a que aconteceu recentemente”, conclui.

Fonte: HUL

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