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Policiais civis realizam café da manhã de alerta ao Governo de Sergipe

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Os policiais civis de Sergipe realizaram na manhã de ontem terça-feira, 11, a primeira mobilização da categoria deste ano para chamar a atenção do Governo de Sergipe para as principais reivindicações dos profissionais que integram a base da Polícia Civil, composta por agentes, agentes auxiliares e escrivães.

O evento foi o primeiro ato público da categoria em 2019, que tem tentado sem sucesso diálogo com o governador Belivaldo Chagas desde o início do ano para tratar de assuntos de interesse coletivo, como a ausência de reposição inflacionária aos referidos profissionais (concedida recentemente a outras categorias de servidores públicos); ausência de revisão salarial há mais de seis anos; e a não previsão da reestruturação dos cargos que integram a base da Polícia Civil, ou seja, a não aprovação do projeto Oficial de Polícia Civil (OPC). 

A ação integra uma agenda inicial de três atos da categoria previamente deliberadas em Assembleia Geral Extraordinária da neste mês de junho. “Estamos iniciando nossa agenda de mobilizações para chamar a atenção do Governo de Sergipe sobre a necessidade que temos em estreitar canais de diálogo para que possamos solucionar os problemas que afligem nossa categoria. O policial civil comprometido com suas atividades profissionais precisa ser respeitado, valorizado e bem remunerado pelo Governo do Estado porque nossa profissão é muito arriscada. Sair de casa sem ter a certeza se irá retornar para nossas famílias é a nossa rotina. Essa desvalorização desmotiva o profissional, que tanto tem se empenhado e apresentado números tão positivos no trabalho que desempenha junto ao cidadão”, destacou Adriano Bandeira, presidente do Sinpol/SE.

O evento contou com a participação de policiais civis que atuam na capital e interior sergipano, que unidos fizeram uso da palavra como forma de fortalecer as principais reivindicações da categoria, bem como de elencar pontos ainda frágeis na Segurança Pública do estado.

Para o agente de Polícia Civil Jean Rezende, filiado do Sinpol/SE que esteve presente na mobilização, essa é uma ótima oportunidade também para resgatar a união da categoria. “É importante que o Governo de Sergipe atenda nossas demandas, não estamos pedindo nada fora da realidade. Queremos manter a dignidade das nossas famílias, a gente se arrisca tanto no nosso trabalho e é importante que sejamos respaldados com melhorias no nosso subsídio que está tão defasado”, comentou.

Na quinta-feira, 13, às 18h, haverá mobilização da categoria em frente à Delegacia Plantonista Norte (chamada de Central de Flagrantes). Na quarta-feira, 19, às 7h, está previsto um novo café da manhã com a categoria em frente ao Palácio dos Despachos.

“Iniciamos hoje e seguiremos nos próximos dias recebendo requerimento de policiais civis solicitando a retirada do nome para fazer plantões extras nas delegacias dos 75 municípios sergipanos. Não queremos fazer bico em nossa própria instituição para complementar nossas rendas e trabalhar sem folga, sem momento de lazer com nossos familiares. O governador Belivaldo Chagas precisa nos receber, ouvir a realidade que temos enfrentado em nosso dia a dia. Permanecer policial civil em Sergipe tem sido bastante desafiador”, finalizou Adriano Bandeira.

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