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Projeto da UFS de Lagarto com grupos de vítimas e agressores é institucionalizado como política pública

No campus Lagarto as vagas são para os cursos de Medicina e Odontologia

O combate à violência contra a mulher em Sergipe recebeu uma nova política pública. O trabalho realizado pela professora Sandra Aiache Menta, do Departamento de Terapia Ocupacional do campus, com os grupos de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e grupo de responsabilização dos homens autores de violência.

A lei 8.777 foi publicada no Diário Oficial de Sergipe do último dia 16. O trabalho em Lagarto é realizado em parceria com a delegada Ana Carolina Machado, que esteve até julho à frente da Delegacia de Atendimentos a Grupos Vulneráveis de Lagarto.

Lei foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Os grupos não contemplam casos de violência física e/ou sexual. Os agressores denunciados exerceram outros tipos de violência tipificadas na Lei Maria da Penha: patrimonial, moral e psicológica. Quando um homem é denunciado por um desses tipos de violência, a mulher é acolhida pelo Gama e o homem é inserido no Gasvid. Se o agressor não cumprir com o acordo e não comparecer às sessões, o inquérito volta a correr e ele pode ir preso.

O objetivo do Gasvid é mostrar os ciclos de violência e trabalhar a responsabilização dos homens dentro desse ciclo. As sessões são coordenadas pela professora Sandra Aiache Menta.

A professora Sandra destaca que as equipes do CREAS de São Cristóvão já iniciaram a capacitação para implantação do Gama e Gasvid em 2021. A delegada Ana Carolina Machado está à frente da 3ª Delegacia Metropolitana e na coordenação do Projeto Acorde, voltado para a prevenção e mediação de conflitos.

A docente Sandra Aiache Menta lembra que a Universidade está disponível a levar a política pública para outras localidades. “Como instituição pública, é nossa obrigação compartilhar as tecnologias sociais com a população”, comenta.

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