As vaquejadas realizadas pelo Parque de Eventos Zezé Rocha e pelo Parque das Palmeiras tornaram-se Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Município de Lagarto. A lei, de autoria da vereadora Acácia Ribeiro (SD), foi aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores e sancionada pela Prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro (SD).

A lei tem o objetivo de reconhecer a importância de tais eventos para o município, que pode vir a ser reconhecido pelo Governo Federal como a Capital Nacional da Vaquejada. Uma vez que o deputado federal Fábio Reis (MDB) protocolou um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados com esse objetivo.
Vale lembrar que a vaquejada promovida pelo Grupo Rocha ocorre há 55 anos, enquanto o evento promovido pelo Parque das Palmeiras acontece desde 2016. Nos dois casos, milhares de amantes, desportistas e turistas são atraídos para o município, gerando empregos – formais ou não – e renda.

Mas seria justo patrimonializar eventos com tão pouca longevidade? Para historiadores procurados pela reportagem do Portal Lagartense, a resposta é sim. Segundo eles, nos últimos 30 anos surgiu uma corrente de pensamento que entende que não é somente a antiguidade que define se algo é ou não patrimônio de um povo, mas o significado dele para aquela comunidade.
Além disso, eles informaram que a política mundial de patrimonialização tem mudado muito, ou seja, ficado mais flexível. E embora não sejam capazes de analisar tecnicamente a concessão do título, por desconhecerem os padrões utilizados pelo poder legislativo municipal, eles acreditam que a medida só veio para referendar o impacto destes em todo o município.






