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YouTube removerá vídeos que recomendem cloroquina ou ivermectina para Covid-19

Logotipos do Google e do YouTube no escritório do Google em Los Angeles, nos EUA. — Foto: Robyn Beck/AFP

O YouTube atualizou nesta semana as suas políticas para proibir vídeos que recomendem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da Covid-19.

Logotipos do Google e do YouTube no escritório do Google em Los Angeles, nos EUA. — Foto: Robyn Beck/AFP

Canais que publicarem conteúdos que desrespeitem a regra terão o material removido e receberão uma notificação por e-mail.

Se a infração se repetir, o envio de novos vídeos fica restrito por uma semana – a reincidência pode resultar na exclusão da conta.

A atualização está alinhada às orientações atuais das autoridades de saúde globais sobre a eficácia dessas substâncias, segundo o YouTube.

A companhia disse ainda que já removeu 850 mil vídeos que violaram as políticas de conteúdo da plataforma sobre o coronavírus desde o início da pandemia.

O número é modesto na comparação com o total de materiais tirados do ar somente entre outubro a dezembro de 2020, quando a plataforma afirmou que 9,3 milhões de conteúdos feriram suas regras.

Posição da OMS

No início de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma diretriz na qual pede fortemente que a hidroxicloroquina não seja usada como tratamento preventivo da Covid-19.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o fabricante da ivermectina já alertaram que o medicamente não é eficaz contra o coronavírus.

Recentemente, entidades médicas disseram que o uso de medicamentos sem comprovação científica deve ser banido.

Recentemente, o Facebook e o Instagram anunciaram que iriam exibir um selo em conteúdos que abordassem tratamentos sem comprovação científica.

‘Kit Covid’ no Brasil

No Brasil, os medicamentos chegaram a ser recomendado como um dos integrantes do “Kit Covid”, voltado ao suposto “tratamento precoce” da doença.

O presidente Jair Bolsonaro costuma defender o uso da hidroxicloroquina, mesmo sem comprovação científica contra a Covid-19.

O governo federal também adquiriu e distribuiu a medicação a estados e municípios.

Em janeiro, o Ministério da Saúde lançou um aplicativo que recomendava o uso do medicamento. Ele saiu do ar dias depois.

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